Há pessoas que insistem simplesmente porque não querem admitir o fim. E caminham vagarosamente na vida, vivendo o dia-a-dia como se não houvesse o depois. Mas a vida não acaba quando morre um amor. Ela simplesmente passa por uma transição que, como todas, é freqüentemente dolorida. Tememos as mudanças porque tememos o desconhecido. Mas o que é o desconhecido?
Mesmo o dia de amanhã, não podemos tocá-lo até que ele chegue a nós, não podemos sabê-lo até que chegue o momento em que, mergulhados, precisamos vivê-lo. Aceitar a morte, qualquer que seja, é reconhecer nossa vulnerabilidade diante da vida. E somos seres orgulhosos por demais para querer reconhecer nossa fragilidade ante o que não podemos controlar. E a vida não se controla.
Ela se abate sobre nossas cabeças e tudo o que podemos fazer é vivê-la o mais intensamente possível com todos os riscos e perigos que ela nos impõe, com todas as surpresas, que ela nos reserva. Precisamos é tirar o melhor partido do que está nas nossas mãos e reconhecer que pra todo fim há sempre um recomeço. Uma perda é quase sempre um ganho, é muitas vezes a válvula propulsora para uma nova vida, uma nova história, um novo amanhã.
Quando o fogo apagou em mim
e as lágrimas começam a afogar-me
Estou com você aqui desde o início
É onde nós iremos nos separar
Quando você faz o que ainda não está bom o suficiente
Você está se sentindo mal porque você tinha muito
Eu estou com você, aqui mesmo, desde o início
É onde nós iremos nos separar, onde nós iremos nos separar
Olhando para trás outra vez
Sente-se numa faixa de novo
Em breve saberemos
Veja o que você deixou para trás
Levando seu bom conselho
Que você e eu não posso esperar
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